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Assecom SME
14/10/2013

Fonte: O Povo – Cotidiano
Combater analfabetismo entre os adultos é desafio

O combate ao analfabetismo de adultos depende de salas de aulas atrativas e professores preparados para “prender” o aluno. O apontamento é do professor Jorge Alberto Rodriguez, doutor em Políticas Educacionais e diretor da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central, em Quixadá, da Universidade Estadual do Ceará (Uece). “O entrave é fazer com que o adulto queira ir para a sala de aula. Quando conseguimos levá-lo, a alfabetização acontece com mais facilidade porque ele já tem uma leitura de mundo”, avalia. Para ele, o fato de haver tantos analfabetos adultos demonstra uma “falha histórica”. 

O professor indica, porém, que, de uma forma geral, a educação no Ceará “tem melhorado” porque as políticas implantadas nos últimos anos têm continuidade e há investimentos. “Quanto mais tempo se considera a mesma política como meta, mais ela reflete nos indicadores”, cita.

A garantia da qualidade desse ensino – em qualquer faixa etária – depende de um engajamento coletivo, dialoga o promotor de Justiça de Defesa da Educação, Francisco Elnatan Carlos de Oliveira, do Ministério Público Estadual. “A amostragem por domicílios acende uma luz amarela para que a gente permaneça com investimentos e fiscalização, inclusive por parte do Ministério Público, para acompanhar a aplicação das verbas”, diz.

A alegria da primeira assinatura aos 70 anos

A população analfabeta do Ceará chega a 1,3 milhão de pessoas. Boa parte tem mais de 60 anos. Aumento em 2012 foi de 0,4% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa do IBGE

E, então, em 2013, a assinatura deixou de ser a sombra de um polegar calejado pela enxada que sangrou roçados no sertão. Virou letras. Tornou-se Francisca Ribeiro Alexandre. Após 70 anos, foi no encerrar do ano passado que a aposentada começou a enxergar sentido nas palavras. Hoje aos 71 recém-completados, ela é orgulho por ter o nome nos documentos escrito de próprio punho. Até ali, ela integrava o rol de 1.331.000 cearenses não alfabetizados constante na Pnad 2012.

O estudo aponta aumento de 0,45% no número de cearenses sem instrução de leitura e escrita em relação a 2011 (quando existiam 1.325.000 pessoas com o perfil). Isso significa que 15,2% da população do Estado é analfabeta. A maioria deste grupo tem 60 anos ou mais.

São Franciscas que desconhecem o prazer de viajar para outras cidades no simples fato de ler um livro. “A gente morava dentro da mata. Só ouvia berro de raposa. Não sabia nem o que era uma professora. Quando cresci, casei e fui ajudar meu marido. Fiquei viúva e tive que cuidar do filho. Nem pensava em estudar. E não sentia falta porque foi uma coisa que nunca tive”, conta a aposentada.

Quando teve as primeiras lições num projeto de educação de jovens e adultos da Prefeitura de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, Francisca “não sabia fazer nem um ‘a’, quanto mais pegar numa caneta”. Integrou uma turma só de idosos. Viu muita gente desistir. Mas não esmoreceu. Escreveu o tal ‘a’ com duas semanas de aula.

Antes, lá atrás, na formação dos filhos, garantiu acesso aos estudos a todos os cinco. “Eu dizia que era analfabeta, mas não queria nenhum analfabeto. E nenhum é”, comemora, num sonho similar ao de Francisco Moreira de Oliveira, 48.

Agricultor, ele até chegou a frequentar escola quando meninote em São Gonçalo do Amarante. Mas nada aprendeu. Saiu cedo do colégio. Passou uma vida sem ler nem escrever. Agora, ao ingressar num programa de alfabetização, quer fazer parte do grupo de mais de 6 milhões de cearenses com domínio da escrita e da leitura.

“Comecei tem pouco tempo, mas já aprendi a fazer meu nome e umas ‘frazeszinhas’”, comemora Francisco, que já arrisca comentários esportivos na rádio da cidade.  

Saiba mais

Em São Gonçalo do Amarante, onde mora e estuda Francisco Moreira de Oliveira, 319 adultos estão sendo alfabetizados: 212 em turmas do primeiro segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 107 em turmas do Programa Brasil Alfabetizado (PBA). Há ainda 727 adultos cursando o ensino fundamental II e o ensino médio. 

A secretária da educação do município, Marineide Clementino, comenta que há encontros interativos com todos os alunos para motivá-los a continuar estudando e esforços para formar professores com olhar adequado para o público adulto.

Mais de 170 mil crianças e jovens trabalham

A Pnad 2012 mostra que cada vez menos garotos e garotas estão trocando a infância pelo trabalho no Brasil. Segundo o levantamento, 156.358 brasileiros de 5 a 17 anos deixaram de trabalhar de 2011 para 2012. No Ceará, a queda chegou a 16,1%. Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), porém, o índice cresceu 16,6%.

Para o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Ceará, Antonio de Oliveira Lima, isso significa que as políticas de combate ao problema na RMF “têm sido em quantidade insuficiente, que não atendem ao contingente de crianças e adolescentes em situação de trabalho”.

“No geral, há avanços. A gente sai do 5º lugar no ranking dos estados para o 17º”, reconhece Lima, citando levantamento feito pelo MPT, que criou, em 2008, o Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca).

Através dele, há sensibilização de educadores em escolas de 135 cidades cearenses. “A gente precisa construir uma consciência nas famílias e nos gestores públicos de que criança e adolescente precisa de proteção, educação, amor. Em situações de vulnerabilidade, devem ser buscadas soluções em políticas públicas e não no trabalho infantil”, defende.

No Ceará, 173.433 pessoas de 5 até 17 anos trabalhavam na semana da pesquisa. Um dos garotos mostrados nesta estatística, aos 10 anos, enquanto os amigos de colégio apenas estudavam, ajudava na oficina do padrasto. Arranjava carros para pintar. Depois, ensacava pães em uma padaria. Foi assim até meses atrás.

Enquanto trabalhava, notou o rendimento escolar cair. O sono bater durante as aulas. Mas era preciso ter dinheiro e ajudar a manter a casa (e os próprios “quereres”). “O professor de Ciências reclamava muito que eu dormia. Mas minha mãe não ligava muito. Veio ligar agora e pedir pra eu terminar o estudo e me formar”, revela.

Hoje, longe do trabalho, cursa a oitava série em uma escola municipal de Horizonte, na RMF. Ainda não sabe o que pretende cursar no ensino superior. Só tem certeza da aptidão para o desenho. Por ora, tenta recuperar os dois anos perdidos em repetições escolares. “Sinto falta do trabalho só por causa do dinheiro. Mas o melhor mesmo é estudar”, acredita.

Fonte: O Povo – Blog Educação
Mestrado Acadêmico em História da UECE abre inscrição

A Universidade Estadual do Ceará (UECE) está com inscrições abertas até o dia 31 de outubro, para a seleção do curso de Mestrado Acadêmico em História (MAHIS). Os interessados podem se dirigir à Secretaria do Mestrado, no Campus do Itaperi, no horário das 8h às 12h e das 14h às 17h. O curso oferece 14 vagas, sendo 7 vagas para linha de pesquisa em Práticas Urbanas e 7 vagas para linha de pesquisa em Memória, Oralidade e Cultura Escrita. Devendo cada candidato optar por apenas uma linha de pesquisa.

Segundo informa o professor Altemar da Costa Muniz, coordenador do Mestrado, poderá inscrever-se portadores de título de licenciatura plena e de bacharelado em história, ou áreas afins, desde que atendidas às exigências deste edital, sobretudo o projeto de pesquisa em história.

Objetivos do curso

Formar profissionais em história para a pesquisa e o ensino forjando a reflexão historiográfica articuladamente nesses dois níveis; Capacitar pesquisadores na área de história para atuação em instituições públicas ou privadas que demandem serviços relacionados com as especificidades historiográficas, museológicas e arquivísticas; Formar docentes, discentes e pesquisadores voltados para problemáticas local, regional e nacional, contribuindo assim para intervir nos processos sociais; Conceder o grau de mestre em história aos estudantes que cumprirem as exigências regimentais do curso a que se refere este Edital.

O processo seletivo se dará em três etapas, e tem caráter classificatório: 1) Prova escrita, sem consulta, com duração de quatro horas, composta de duas questões. Uma sobre problemas de caráter teórico e/ou metodológico sugeridos pela bibliografia previamente divulgada. Na outra o candidato proporá a articulação do problema levantado na primeira questão com o objetivo, a problematização, os referenciais teóricos e a metodologia do projeto de pesquisa apresentado. 2) Exame do projeto de pesquisa (sem a presença do candidato). A terceira etapa constará de Entrevista.

O Curso exige cumprimento de 32 créditos a serem integralizados no período máximo de 24 meses, com carga horária de 330 h/aula. As disciplinas serão ministradas de segunda a sexta-feira, sendo exigido na ocasião da matrícula, documento comprobatório de disponibilidade de tempo para cumprimento do curso.

Veja edital completo e a ficha de inscrição.

Mais informações podem ser obtidas na secretaria do mestrado pelo telefone 3101.9711

Fonte: Diário do Nordeste – Cidade
Prefeitura realiza o 2º ‘Abraça Fortaleza’

Asfaltamento, iluminação pública, vila olímpica, segurança, mais atenção e projetos para usuários de drogas, portadores de distúrbio mental e deficiência foram algumas das principais reivindicações dos participantes do II Abraça Fortaleza, ação social promovida pela Prefeitura de Fortaleza, desta vez no Parque Genibaú, da Regional V.

A comunidade teve acesso a serviços como emissão de documentos, corte de cabelo, medição de pressão arterial, solicitação de iluminação, acessibilidade e coleta de óleo de cozinha. Houve também orientações sobre o Projeto Minha Casa, Minha Vida e microcrédito.

As crianças também tiveram momentos de lazer com cinema, jogos educativos, oficina de pipas e brincadeiras.